Um incêndio atingiu um silo de armazenagem de serragem em uma empresa localizada na Rua Rodolfo Anton, no bairro Budag, em Rio do Sul, na manhã de ontem, segunda-feira (26).

A ocorrência foi registrada por volta das 10h e mobilizou equipes do 15º Batalhão de Bombeiros Militar, com o envio de várias viaturas para o local.

Inicialmente, a informação repassada às equipes era de que o fogo ocorria em uma empresa madeireira. No entanto, ao chegar ao endereço, os bombeiros constataram que as chamas estavam concentradas em um silo utilizado para armazenar serragem.

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Combate exigiu técnica especial e grande volume de água

Após o isolamento da área e o desligamento da energia elétrica, os bombeiros iniciaram o combate direto ao fogo pela parte superior do silo, com o objetivo de controlar as chamas e encharcar o material combustível para evitar uma nova ignição.

Na sequência, foi utilizada uma tubulação existente no próprio silo, que foi pressurizada com uma linha de água dos caminhões, permitindo o resfriamento do material armazenado internamente.

Cerca de duas horas após o início da operação, não havia mais fumaça saindo pelas aberturas da estrutura, indicando que o incêndio estava controlado. A partir desse momento, começou a etapa mais delicada: o esvaziamento completo do silo.

Remoção do material levou cerca de seis horas

O trabalho de retirada da serragem alternou entre o desmanche hidráulico, com uso de água para derrubar o material, e o desmanche manual, com o auxílio de varas, pás e enxadas.

Foram abertas, de forma sequencial e alternada, as quatro escotilhas localizadas na parte inferior do silo, sempre respeitando as condições de segurança da operação.

Devido ao alto consumo de água, foi necessário o apoio de outra viatura de combate a incêndio, além de um caminhão equipado com sistema de reposição de ar respirável para os bombeiros.

Ao todo, foram utilizados aproximadamente 50 mil litros de água durante o combate e o rescaldo.

Segundo os bombeiros, todo o trabalho foi realizado de forma cautelosa, evitando que os militares se posicionassem em áreas com risco de queda do material e impedindo que a retirada da serragem provocasse novos focos de incêndio.

Após cerca de seis horas de operação, todo o material combustível foi removido, o risco foi eliminado e o local ficou sob responsabilidade do proprietário.