Uma operação policial deflagrada ainda na madrugada desta quinta-feira (22), no Vale Norte, deu cumprimento a uma série de mandados de prisão, a maioria no município de José Boiteux. A ação mobilizou dezenas de viaturas das polícias civil e militar, inclusive o pessoal da Coordenadoria de Operações Policiais com Cães (CORE), vinculada à Polícia Civil. 

Seriam pelo menos NOVE os alvos dos mandados e, até o fim do dia, SETE pessoas haviam sido detidas. Um casal segue foragido. Pesam contra eles acusações como tráfico de drogas e homicídio. 

Entre os presos está o cacique presidente da Terra Indígena La Klãnõ, Setembrino Camlém, de 55 anos. Ele já está no presídio regional de Rio do Sul, para onde foi levado com outros presos, depois de ser ouvido na delegacia e no Fórum de Rio do Sul, na Vara de Garantias, que analisou a legalidade do cumprimento do mandado, expedido pela 2ª Vara da comarca de Ibirama. 

Uma mulher também foi detida nesta operação, no município de Vitor Meireles. Ela já tinha ido para a cadeia meses atrás, com outros homens, que também foram recapturados e reconduzidos à prisão. A mulher usava tornozeleira eletrônica. 

O QUE FOI APREENDIDO 

Parte das prisões foi efetuada na localidade de Canharana, que fica nas proximidades da terra indígena e da Barragem Norte Em uma casa os agentes encontraram drogas como cocaína, crack, maconha, dezenas de comprimidos de ecstasy, dinheiro em espécie e anotações que remetiam à atividade comercial dos entorpecentes. Acredita-se que o total recolhido daria entre 200 e 300 petecas de cocaína e a mesma quantidade de pedras de crack.

A APURAÇÃO 

As investigações se intensificaram na região de José Boiteux após o desaparecimento do indígena Ndilli Amandio. A família está sem notícias dele desde o Natal. A polícia reforçou as buscas por Ndilli, mas ainda não se sabe o paradeiro dele.

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