O motocross brasileiro perdeu um de seus maiores nomes na tarde deste sábado (31). Milton Becker, conhecido nacionalmente como “Chumbinho”, morreu aos 56 anos após um grave acidente de trânsito registrado por volta das 17h.
Segundo os relatórios da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), ao chegar ao local, a guarnição constatou um sinistro de trânsito do tipo saída de pista seguida de tombamento, envolvendo uma motocicleta Yamaha MT-09 Tracer, com placas de Iporã do Oeste (SC). O motociclista morreu ainda no local em razão da gravidade dos ferimentos.

Trajetória marcada por títulos e inspiração
Com uma carreira que ultrapassou 35 anos, Milton Becker construiu uma das trajetórias mais vitoriosas do motocross nacional. Ao longo da carreira, acumulou mais de 27 títulos brasileiros, com conquistas em categorias como MX3, MX4 e Supercross, tornando-se referência técnica e inspiração para diversas gerações de pilotos.
Além dos títulos, “Chumbinho” era reconhecido pelo comprometimento com o esporte, pela presença constante em competições e pelo incentivo a novos atletas, especialmente no Oeste de Santa Catarina.
Paixão compartilhada em família
Milton era irmão de Elton Becker, morador de Rio do Sul, que também construiu carreira como piloto profissional de motocross, além de campeão no ciclismo e no mountain bike. Os dois chegaram a competir juntos, mantendo uma relação marcada por parceria, amizade e apoio mútuo ao longo da trajetória esportiva.

Início precoce no motocross
De acordo com o site Minicross, a história de “Chumbinho” começou em Timbó, ainda na infância, quando o interesse pelas motos já se destacava. O que era diversão logo se transformou em dedicação e disciplina. Ele iniciou nas competições amadoras regionais, enfrentando trilhas e desafios que exigiam técnica, preparo físico e ousadia. As primeiras vitórias abriram caminho para os campeonatos nacionais, onde seu talento rapidamente ganhou projeção.
A morte de Milton Becker deixa o motocross brasileiro de luto. Mais do que um multicampeão, ele se despede como símbolo de paixão, perseverança e amor pelo esporte.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório.
