A operação foi complexa e exigiu alternância de estratégias e recursos. Na segunda-feira, 26, houve uma mobilização massiva no terreno: cerca de 15 bombeiros atuaram simultaneamente, apoiados por dois drones com câmeras térmicas e um binômio (dupla de cão de busca e bombeiro). As equipes chegaram a realizar mergulhos nos cursos d’água da região para descartar afogamento.
Já nesta terça-feira, a tática foi ajustada para buscas mais específicas. Em terra, atuaram quatro bombeiros e dois binômios, ampliando a capacidade de rastreio com cães, enquanto a equipe do Arcanjo realizava a varredura aérea que localizou a vítima. A coordenação dos trabalhos seguiu uma linha de comando rigorosa: no domingo, a operação foi liderada pelo Aspirante Douglas Régis; na segunda, pelo Capitão Luiz Henrique Lana; e o desfecho desta terça foi coordenado pelo 1º Tenente Darlan Margotti Modolon.

A vítima foi localizada consciente e encaminhada ao Hospital Azambuja para avaliação médica. Ao ser socorrido, o homem de 51 anos disse para as equipes que tentou descer, mas viu que estava preso no vale e tentou subir o morro, mas a mata era densa e ficou desorientado: “a plantação era muito espinhosa, tentei descer e sair do outro lado. Saí, deixei uma marcação e parei no mesmo lugar. Vocês me encontraram”, indicou. A região das buscas abrangia uma área de preservação de mais de 57 mil hectares, o que tornou o trabalho um desafio contra o tempo e a geografia.
Reportagem: Andrey Lehnemann/ Assessoria de Imprensa CBMSC

