Uma família de José Boiteux segue sem saber o paradeiro de Ndilli Amândio, de 49 anos. O último contato com ele foi no dia de Natal. Ndilli é da aldeia Bugio, na terra indígena Laklãnõ Xokleng, mas morava há alguns meses no centro da cidade e ajudava agricultores na colheita de fumo. Familiares não fazem ideia do que ocorreu, porque consideram Ndilli uma pessoa tranquila.

O indígena, pai de cinco filhos, morava com um amigo em José Boiteux. A mãe dele, de 76 anos, e o pai, de 73, vivem angustiados desde o desaparecimento do filho. A Polícia Civil chegou a fazer diligências, mas sem sucesso. Familiares fazem um apelo para que órgãos ligados ao povo indígena, como a Funai e outros, intervenham para que o caso tenha um desfecho. 

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“A liderança não tem dado resposta. Pedimos, por favor, nos ajudem! A angústia tem tomado conta da família todos os dias. É um pedido de socorro, nos ajudem”, destacou um familiar, que não quis se identificar.

Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do indígena, pode avisar a polícia. 

OPERAÇÃO POLICIAL

No dia 22 de janeiro, uma das maiores operações policiais realizadas em José Boiteux, prendeu várias pessoas, entre elas, o cacique-presidente da Terra Indígena, Setembrino Camlêm, liderança mais influente da comunidade.

Indigena
Setembrino Camlém, cacique-presidente (Foto: arquivo RBA)

Em uma casa, na localidade de Canharana, perto da Barragem Norte e fora da área indígena, foram recolhidas drogas como cocaína, crack, maconha, dezenas de comprimidos de ecstasy, dinheiro em espécie e uma arma. 

As investigações foram desencadeadas após o desaparecimento de Ndilli, mas a polícia não confirmou se há relação entre os fatos.

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