Entre os avanços da ciência e a esperança de novas possibilidades para pacientes com lesões graves, um momento histórico será vivido nesta semana no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio/SC.
O Instituto Maria Schmitt-IMAS, gestor da unidade hospitalar, viabilizou a primeira aplicação de polilaminina em um paciente em Santa Catarina,. Esse procedimento pode abrir novos caminhos no tratamento de lesões raquimedulares.
O jovem Alison Carvalho Saldívia, de 19 anos, morador de Balneário Gaivota, será o primeiro paciente do Estado a receber a medicação. Ele sofreu um trauma raquimedular no dia 11 de janeiro, após um mergulho em águas rasas na praia. Esse acidente resultou em uma lesão na região cervical da coluna (C5).
Desde então, Alison vem passando por um processo intenso de tratamento e reabilitação domiciliar. Segundo a equipe médica, ele foi enquadrado no chamado uso compassivo da polilaminina. Essa modalidade permite o acesso a terapias experimentais em situações específicas, quando há possibilidade de benefício ao paciente.
Trâmites judiciais permitiram a aplicação
Para tornar o procedimento possível, o IMAS (Instituto Maria Schmitt) ofereceu suporte jurídico durante todo o processo. Esse suporte se deu por meio do escritório Olimpierri Mallmann Advogados, que atuou na condução dos trâmites judiciais. O mesmo escritório fez a interlocução com os órgãos reguladores.
Após o cumprimento das etapas necessárias e a apresentação das justificativas médicas, a autorização para a aplicação foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Procedimento será realizado no hospital
A aplicação da polilaminina está prevista para ocorrer no dia 5 de março, no bloco cirúrgico do Hospital Dom Joaquim. O procedimento deve durar cerca de 30 minutos. Ele consiste na aplicação da proteína diretamente na medula, com apoio da estrutura hospitalar e acompanhamento da equipe médica. A equipe é liderada pelo Dr. Luiz Felipe Lobo, neurocirgião que irá fazer a aplicação.
Apesar de ainda ser uma terapia em estudo, as expectativas são positivas. Como o risco é considerado baixo, o tratamento pode representar uma oportunidade importante de recuperação.
Fonte/foto: IMAS
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