Depois de décadas de promessas e paralisações, a solução definitiva para o Morro dos Cavalos, na BR-101, finalmente avança. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, ao lado do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, e da deputada federal Ana Paula Lima, que acompanham de perto a obra a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto, concebido ainda no governo da presidenta Dilma Rousseff e abandonado por gestões anteriores (desde 2016), agora sai do papel e entra em fase concreta de execução.

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Foto: Felipe Brasil

A proposta prevê a construção de dois túneis, com investimento de R$ 2 bilhões, encerrando de forma definitiva um dos gargalos mais perigosos e simbólicos da infraestrutura catarinense. O prazo para início da obra é de até 12 meses, e a conclusão está prevista para dois anos após o começo dos trabalhos.

Para o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, o avanço representa uma virada histórica.

“O Morro dos Cavalos virou símbolo do descaso com Santa Catarina. Agora, virou símbolo de decisão política. O Governo Lula enfrentou o problema, organizou a solução e colocou a obra no caminho certo”, afirmou Décio Lima.

Decisão garante obra sem aumento de pedágio até o início

A solução construída pelo Governo Federal passa pela otimização dos contratos de concessão, com redistribuição das áreas de pedágio para equalizar os contratos.

O arranjo garante a viabilidade financeira da obra sem aumento da tarifa de pedágio até o início das intervenções, protegendo o usuário e assegurando o investimento necessário.

“Essa é uma solução madura, técnica e justa. Resolve um problema histórico sem jogar a conta no colo da população”, reforçou Décio Lima.

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Foto: Felipe Brasil

Licenciamento ambiental será reativado, afirma ministro

Durante o anúncio, o ministro Renan Filho afirmou que será necessária a reativação do licenciamento ambiental, etapa essencial para o início das obras e que já está sendo encaminhada pelo Governo Federal.

Outro ponto relevante é o apoio da comunidade indígena da região, que se manifestou favorável à obra, reconhecendo os ganhos em segurança viária, mobilidade e organização do território.

“Essa obra salva vidas, respeita o meio ambiente e enfrenta um problema que ninguém teve coragem de resolver. É assim que o Estado brasileiro volta a planejar e executar grandes projetos”, concluiu Décio Lima.