A temporada de secagem do fumo, período crítico para a agricultura do Alto Vale, acendeu um sinal de alerta para o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, na região de Ituporanga. Desde o final de outubro, a corporação já atendeu a 18 ocorrências de incêndios em estufas no município e cidades vizinhas. O número reforça o risco desse tipo de sinistro até o fim da safra, em março.
Mais do que estatísticas, esses incêndios representam tragédias financeiras para as famílias rurais. Segundo os bombeiros militares da região, o fogo em estufas costuma ser devastador: além de consumir toda a produção armazenada, as chamas frequentemente destroem a estrutura física, equipamentos caros e, em casos mais graves, alastram-se para paióis, galpões e até residências próximas. Anos de investimento podem virar cinzas em poucos minutos, impactando diretamente a economia local.
Diante da recorrência dos casos, o Corpo de Bombeiros destaca que a manutenção preventiva não é gasto, mas investimento em segurança.
Os principais pontos de atenção são:
Sistemas em dia: Revisão rigorosa nos sistemas de aquecimento e na parte elétrica.
Sem sobrecarga: Evitar carregar a estufa com excesso de folhas, o que dificulta a circulação de ar e aumenta o risco.
Vigilância constante: O monitoramento deve ser ininterrupto durante o funcionamento.
Reserva técnica: Ter um sistema preventivo, como reservatórios de água ou mangueiras de fácil acesso para pronto uso.
Se o fogo começar, a ação rápida define o tamanho do prejuízo. O produtor deve ligar imediatamente para o 193, fornecendo a localização exata, não abrir a estufa, manter portas e flaps fechados para evitar a entrada de oxigênio, que alimenta as chamas, além de isolar a área: Se possível e seguro, afastar maquinários de valor das proximidades para evitar que o fogo se propague.
Reportagem: Cabo Luis Fernando – Centro de Comunicação Social/Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina
