A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte do cão comunitário conhecido como “Orelha”, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. O animal foi encontrado com ferimentos graves e precisou ser submetido à eutanásia. O caso é apurado pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) da Capital como crime de maus-tratos.

Além de “Orelha”, outro episódio envolvendo um cão caramelo também está sob investigação. Segundo a Polícia Civil, o animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas conseguiu sair do local sem maiores ferimentos.

De acordo com a corporação, há indícios de que um grupo de adolescentes possa estar envolvido nos maus-tratos aos animais. A equipe da DPA realiza diligências preliminares para esclarecer os fatos. Caso a autoria por menores de idade seja confirmada, o relatório será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE), responsável pelos procedimentos legais nesses casos.

A Polícia Civil também apura a possível participação de um pai e de um policial civil, suspeitos de terem coagido uma testemunha. Se confirmada, a conduta poderá resultar em procedimento policial por crimes como coação no curso do processo e abuso de autoridade, ambos praticados por maiores de idade.

A instituição reforça a importância de que casos de maus-tratos sejam formalizados o mais rápido possível, para permitir ações como perícia no animal e busca por imagens que auxiliem na investigação.

Denúncias podem ser feitas diretamente à Delegacia de Proteção Animal pelo WhatsApp: (48) 8844-1396.

Confira a entrevista com a Delegada Mardjoli Valcareggi – DPA Capital.

Associação lamenta morte de “Orelha”

Em nota, a Associação Praia Brava (APBrava) manifestou solidariedade pela morte do cão comunitário, considerado uma figura conhecida e querida por moradores e frequentadores da região.

Segundo a entidade, “Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade”, tornando-se um símbolo de convivência e cuidado com os animais.

A associação afirmou ainda que reconhece a comoção causada pelo caso, mas destacou que as circunstâncias da morte estão sendo apuradas pelas autoridades e que o devido processo legal deve ser respeitado, evitando conclusões precipitadas ou exposições indevidas.

Por fim, a APBrava reafirmou o compromisso com a convivência harmoniosa, o respeito à vida e a confiança nas instituições públicas para o esclarecimento dos fatos.

A nota é assinada por Daniel Araújo, presidente da Associação Praia Brava.