A 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio do Sul, com atuação na área do meio ambiente, foi parceira em um levantamento da anurofauna (sapos, rãs e pererecas) do Jardim Botânico Municipal de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. O trabalho é considerado fundamental para fortalecer a preservação da fauna local, ampliar o conhecimento científico sobre o Alto Vale do Itajaí e integrar os resultados às ações de educação ambiental do Jardim Botânico.
De acordo com a Associação Ambientalista Pimentão, o estudo foi desenvolvido entre 2024 e 2025 e as expedições de campo foram realizadas em áreas de floresta nativa e ambientes manejados do Jardim Botânico para o registro das espécies de anfíbios anuros e suas áreas de ocorrência.
O Promotor de Justiça Adalberto Exterkötter, titular da 4ª Promotoria de Justiça, observou que o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apoiou a iniciativa por meio da destinação de recursos ao estudo. “Foram feitos termos de acordo de não persecução, entre outros, em que se destinou verba para a realização do trabalho. O Ministério Público fez essa destinação para isso e incentivamos o projeto”, relatou.
A Associação Ambientalista Pimentão destacou que anfíbios são bioindicadores da qualidade ambiental, e conhecer as populações ajuda a proteger nascentes, florestas e a biodiversidade que sustenta a vida na região. O trabalho produzido pelos pesquisadores, informou a Associação Pimentão, será publicado em breve na Revista Biodiversidade, contribuindo para a divulgação científica e para a valorização da pesquisa.
O Jardim Botânico de Rio do Sul
O Jardim Botânico de Rio do Sul, localizado no bairro Albertina, é o primeiro do Alto Vale e foi inaugurado em setembro de 2024. O MPSC teve papel fundamental nessa conquista, já que o Jardim Botânico é fruto de um acordo firmado em dezembro de 2022 pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio do Sul com a Casan.
Na época, a empresa pagou pela reparação de danos ao meio ambiente, possibilitando um aporte de R$ 1,3 milhão para a estrutura do Jardim Botânico. Com isso, a região ganhou um espaço que une lazer, educação ambiental e pesquisa científica, em meio a uma paisagem que remete à importância da conservação do ecossistema.
Reportagem: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
