Em 141 dias, a Operação Mulher Segura prendeu 57.790 agressores. A iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) é voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Os dados constam no relatório mais recente, registrado nesta segunda-feira (19/10).

Ao todo, foram realizadas 49.129 prisões em flagrante e 8.661 por mandados judiciais. Entre os delitos mais cometidos, estão lesão corporal (16.644), ameaça (15.019) e descumprimento de medidas protetivas de urgência (4.949), que, juntos, somam 36.612 registros. Outras tipificações corresponderam a 5.165 registros. Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a ação teve início em 1º de junho e tem caráter permanente desde então, com integração entre as forças de segurança estaduais e federais.

De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o aumento do número de prisões é resultado da coordenação das forças de segurança de todas as Unidades da Federação e da conscientização da sociedade.

Os números mostram que o fato de a Operação Mulher Segura se tornar permanente, de forma estratégica, com integração entre União e os demais entes, tem sido fundamental no combate à violência. A média de prisões é superior a 11 mil por mês. Os dados também indicam que as ações preventivas se somam a esse esforço para que o País se torne cada vez mais seguro para as mulheres”, enfatiza o secretário.

Efetivo

No total, 123.878 policiais e 44.906 viaturas foram mobilizados em todo o País. As ações alcançaram 4.253 municípios brasileiros.

Ações preventivas

Além das medidas repressivas, a Operação Mulher Segura inclui iniciativas sociais e educativas voltadas à prevenção, ao acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, ao atendimento às vítimas e à realização de visitas preventivas.

Durante as diligências, 228.194 vítimas foram atendidas. Também foram realizados 155.641 acompanhamentos de medidas protetivas de urgência e 50.239 visitas preventivas. As ações educativas presenciais alcançaram 669.945 pessoas.

Reportagem: Agência Gov | Via MJSP