Um pai e o filho foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por supostamente atirarem em dois policiais militares em Correia Pinto em 7 de setembro de 2024. O documento foi construído com base no trabalho realizado pelos órgãos competentes. Ele detalha os fatos ocorridos naquele feriado alusivo a Independência do Brasil. 

A denúncia já foi recebida pelo Poder Judiciário. Agora ambos respondem a uma ação penal por crimes contra a vida. Segundo as investigações, eles não teriam gostado de uma abordagem de rotina feita anteriormente pelas vítimas. Por isso, teriam as esperado escondidas e armadas na frente da sede da PM, na BR 116. Eles teriam feito os disparos quando as vítimas chegaram. 

“Logo após os policiais militares estacionarem a viatura e desembarcarem do veículo, foram surpreendidos com diversos disparos de arma de fogo efetuados em suas direções. O crime somente não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos agentes, uma vez que, embora tenham desferido cerca de sete tiros, nenhum deles atingiu as vítimas”, narra a denúncia assinada pela Promotora de Justiça da comarca, Camila da Silva Tognon. 

O objetivo do MPSC é que o pai e o filho sejam submetidos ao Tribunal do Júri para serem julgados pela própria sociedade, representada por sete jurados. Eles respondem por duas tentativas de homicídio contra autoridades no exercício da função. Essas tentativas são qualificadas, ainda, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa. 

A Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon diz atentar contra a vida de agentes públicos no exercício da função é uma conduta extremamente grave, que afronta não apenas as vítimas, mas toda a sociedade. “O Ministério Público de Santa Catarina atua para que fatos dessa natureza sejam devidamente apurados e punidos, reafirmando que a violência não pode ser tolerada em nenhuma circunstância”, conclui.  

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC – Correspondente Regional em Lages

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