Caros leitores,

a Páscoa está chegando e, com ela, surge a pergunta: você saberia dizer qual é o verdadeiro significado da Páscoa? Você conseguiria responder de pronto?

Muitos diriam que a Páscoa é um momento de trocar presentes, reunir a família e fazer a tradicional troca de ovos de chocolate — ovos esses que sabemos que, muitas vezes, são superfaturados, alguns até parcelados em inúmeras vezes.

Com toda certeza, aqueles que têm essa visão da Páscoa precisam refletir. Pensar que a data se resume apenas a trocas de presentes e reuniões familiares é esquecer seu verdadeiro sentido: celebrar a ressurreição de Jesus Cristo.

O próprio Cristo ensinou, no Evangelho, sobre a importância de cuidar do próximo: “porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber”. Diante disso, cabe a reflexão: será que estamos alimentando quem tem fome? Será que estamos saciando a sede de quem precisa — muitas vezes não apenas de água, mas de um abraço, de atenção, de humanidade?

Sabemos que nem só de pão vive o homem — e muito menos apenas de ovos de chocolate.

O Brasil e o mundo vivem contrastes dolorosos. Enquanto alguns celebram a Páscoa com mesas fartas e corações vazios, outros não têm sequer o que comer. Uma realidade triste, muitas vezes ignorada por aqueles que se banqueteiam em abundância.

Segundo dados da Unicef, cerca de 333 milhões de crianças vivem em extrema pobreza, sobrevivendo com menos de US$ 2,15 por dia — aproximadamente 1 a cada 6 crianças no mundo.

Diante disso, surge um questionamento inevitável: por que há tantos líderes preocupados em alimentar guerras e inflar seus egos, enquanto o combate à fome é tratado com descaso? Por que existem orçamentos astronômicos para destruir, mas tão poucos recursos para salvar?

Celebrar a verdadeira Páscoa é também exercitar a empatia. É olhar para o próximo, independentemente de nacionalidade, cor, etnia ou orientação.

Que nesta Páscoa possamos celebrar a ressurreição de Cristo com atitudes concretas. Que possamos abrir as janelas dos nossos pequenos mundos e estender a mão aos nossos vizinhos.

Que o chocolate não seja a prioridade neste domingo, pois nada é mais doce do que celebrar a vida, a esperança e o amor.

Que Cristo, vivo, permaneça sempre no coração dos homens justos.

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Autor: Douglas Correa | Memória histórica • Direitos humanos • Consciência social

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