Caros leitores,

Hoje vamos conversar sobre o ensino superior em nosso estado.

Muitas vezes, vemos situações acontecendo nos bastidores que são totalmente diferentes da realidade. Faculdades indiferentes às questões humanitárias e aos seus próprios acadêmicos, que, em algumas situações, são tratados como crianças, como se ainda estivessem no ensino primário.

É muito triste perceber que a qualidade de ensino em algumas instituições é tão medíocre. Professores acabam ministrando aulas de forma superficial ou até mesmo de maneira que pode prejudicar os acadêmicos.

Muitas vezes, as faculdades parecem estar mais preocupadas com o benefício financeiro do que com a qualidade do ensino. E, infelizmente, avaliações e classificações não necessariamente refletem a realidade vivida dentro de uma instituição.

Cinco estrelas, por exemplo, nem sempre representam a experiência de todos os acadêmicos.

É preciso lembrar que muitos estudantes são pais, mães e trabalhadores. São pessoas que acordam às cinco horas da manhã, trabalham durante todo o dia, retornam para casa perto das seis da noite e, muitas vezes, chegam em cima do horário da faculdade. Ainda assim, continuam acreditando no Brasil e acreditando que podem fazer a diferença.

Buscam não apenas melhores condições para suas famílias, mas também contribuir para tornar o mundo, sua cidade, sua localidade e seu estado um lugar melhor para todos.

Porém, quando encontram instituições indiferentes às suas dificuldades, acabam, muitas vezes, desistindo. Deixam seus sonhos para outro momento e procuram outras instituições de ensino. E, infelizmente, determinadas situações acabam contribuindo para matar sonhos.

Por isso, é preciso refletir sobre instituições que parecem colocar o lucro acima da qualidade do ensino.

Muitas vezes, assuntos históricos e humanitários extremamente importantes, como o Holocausto e a questão de Tiradentes, acabam sendo deixados de lado, enquanto outras pautas e campanhas momentâneas ganham grande destaque.

Infelizmente, estamos todos sujeitos a esse tipo de situação. Instituições que, na visão de muitos acadêmicos, não mereceriam sequer uma estrela acabam recebendo cinco. E essas avaliações podem não representar a realidade da totalidade dos estudantes, especialmente quando apenas uma pequena parcela participa delas.

E não precisamos ir muito longe para encontrar essa realidade. Dentro do nosso próprio quintal, temos, infelizmente, instituições de ensino que parecem estar muito mais preocupadas com o benefício material e a lucratividade do que com aquilo que deveria estar no centro de tudo: a educação e o futuro de seus acadêmicos.

Douglas Correa — Memória histórica • Direitos humanos • Consciência social • escritor

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