A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11) a formação do fenômeno El Niño. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, o fenômeno será acompanhado de forma permanente, mas ainda é cedo para determinar quais serão os impactos concretos no estado.
De acordo com os meteorologistas da Defesa Civil estadual, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial pode influenciar o aumento das chuvas na região Sul do Brasil nos próximos meses. No entanto, os efeitos em Santa Catarina dependem não apenas da intensidade do fenômeno, mas também de uma série de condições atmosféricas que ainda estão em desenvolvimento.
A Defesa Civil explica que os principais reflexos do El Niño costumam ser observados entre a primavera e o verão, período em que historicamente há maior ocorrência de chuva no estado. Por isso, o monitoramento vem sendo ampliado para acompanhar a evolução do cenário climático.
Segundo o órgão, embora as projeções indiquem a possibilidade de fortalecimento do fenômeno ao longo dos próximos meses, ainda não é possível afirmar como ele irá impactar cada região catarinense. A magnitude dos efeitos depende da combinação de diversos fatores meteorológicos e das características locais de cada área.
Como medida preventiva, o Governo de Santa Catarina mantém ações de preparação em todo o estado, incluindo monitoramento hidrometeorológico, atualização de planos de contingência, manutenção de estruturas de controle de cheias e reuniões periódicas com órgãos envolvidos na gestão de riscos.
A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os canais oficiais de informação e os alertas emitidos pelos sistemas de monitoramento. Em caso de eventos climáticos adversos, as recomendações são seguir as orientações dos órgãos oficiais e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 em situações de emergência.


