Um erro operacional na liberação de corpos pelo Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis fez com que duas famílias velassem e sepultassem homens trocados na capital catarinense. O caso veio à tona após uma inconsistência ser identificada nos procedimentos internos da própria Polícia Científica de Santa Catarina (PCISC).

Diante da gravidade da situação, a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, responsável pelo controle externo da atividade policial, instaurou um procedimento para apurar o caso.

Em nota oficial, a Polícia Científica reconheceu o erro e afirmou que houve uma falha operacional durante a liberação de três corpos na unidade de Florianópolis. A instituição lamentou profundamente o ocorrido e pediu desculpas às famílias afetadas.

Segundo a PCISC, o equívoco foi identificado pelo próprio sistema interno de controle da instituição. Após a descoberta, medidas imediatas foram adotadas para corrigir a situação, além de prestar acompanhamento às famílias envolvidas.

A Corregedoria da Polícia Científica abriu uma investigação interna para apurar as causas da troca, identificar possíveis responsabilidades e definir medidas disciplinares e preventivas.

Ainda conforme a nota, os protocolos de custódia, identificação e liberação de corpos já começaram a ser revisados. O objetivo é reforçar os mecanismos de segurança e evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.

A Polícia Científica destacou ainda que realiza mais de 5 mil exames de necropsia por ano em Santa Catarina e classificou o episódio como uma “exceção lamentável” no histórico da instituição.