A família do menino Luís Benke, de oito anos, morador de Balneário Camboriú, faz um apelo às autoridades brasileiras para que intervenham na tentativa de viabilizar o retorno dele ao Brasil por meio de um voo sanitário. A criança enfrenta um quadro grave de saúde após o avanço de um Sarcoma de Ewing, um tipo raro e agressivo de câncer.

Segundo relatos divulgados pela família, Luís luta contra a doença há cerca de dois anos e realizava tratamento em Santa Catarina. Recentemente, viajou para Portugal para realizar o sonho de conhecer o país e reencontrar a irmã mais velha. No entanto, um dia antes do embarque, os sintomas da doença voltaram a se manifestar.

Ao chegar em Portugal, o menino precisou ser internado. Exames apontaram o surgimento de novas metástases, incluindo lesões cerebrais, além de episódios de convulsão. Conforme a família, médicos que acompanham o caso no país europeu já teriam autorizado o retorno ao Brasil, mas o embarque em voos comerciais não estaria sendo permitido em razão da condição clínica da criança.

Diante da situação, os familiares afirmam que a única alternativa segura para o deslocamento seria um transporte aeromédico especializado. Em publicações nas redes sociais, eles destacam que o tratamento paliativo necessário para proporcionar mais conforto e qualidade de vida ao menino estaria disponível no Brasil, motivo pelo qual lutam para conseguir o retorno o mais rápido possível.

A mobilização também busca sensibilizar órgãos diplomáticos e autoridades brasileiras.

“Pedimos às autoridades brasileiras que intervenham imediatamente. Precisamos de articulação diplomática e suporte para viabilizar este voo sanitário antes que seja tarde demais”, diz a manifestação compartilhada pela família.

Até o momento, familiares seguem buscando apoio para que o menino possa retornar ao Brasil e receber o acompanhamento considerado mais adequado para o seu quadro clínico.

A RBA TV entrou em contato com a assessoria de comunicação da Embaixada do Brasil em Portugal para saber se o órgão acompanha o caso e quais medidas podem ser adotadas. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.

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