O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina deflagraram, nesta quinta-feira (26), a Operação Carne Fraca para investigar possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa em uma unidade prisional da Serra Catarinense.
Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra um policial penal que exercia a função de diretor do presídio. Também foram executados quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos fatos apurados.

A operação foi realizada em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, responsável pelo procedimento investigatório. Os fatos investigados teriam ocorrido entre março e outubro de 2025.

As apurações começaram após uma representação que apontava a existência de um suposto esquema estruturado para concessão de benefícios irregulares a um apenado.
Segundo os elementos colhidos, o então diretor teria mantido relação pessoal e funcional com a companheira do preso. Ele teria passado a intervir de forma reiterada e informal em procedimentos da execução penal.
De acordo com a investigação, as vantagens oferecidas integrariam um contexto contínuo de troca. Benefícios administrativos seriam seguidos de vantagens materiais e pessoais. A suspeita é de que a função pública tenha sido utilizada para atender interesses privados, configurando uma relação estável de reciprocidade.

