A Secretaria de Saúde de Rio do Sul reduziu em pelo menos 50% a demanda por atendimento especializado em saúde mental de crianças e jovens em 2025.
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O acesso ao Ambulatório de Saúde Mental Infantil (Asmia) era feito basicamente pela inclusão do paciente encaminhamento na fila do CISREG, o que gerava uma espera prolongada e um atendimento menos completo. Com o novo fluxo implantado pelo Departamento de Saúde Mental, a entrada na fila passou a depender de uma nova abordagem, com a participação dos pais ou responsáveis em um treinamento parental, um curso semanal com quatro encontros, voltado a orientar famílias sobre manejo de comportamento, rotinas e estratégias de cuidado.
Segundo o diretor de Atenção à Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Romulo Augusto Borges, a mudança partiu da constatação de que uma parcela significativa das demandas que chegavam ao ambulatório tinha relação direta com o contexto familiar e com dificuldades que poderiam ser melhoradas com apoio e orientação aos responsáveis.
“Com o treinamento, muitos pais passaram a conseguir conduzir situações em casa, buscar alternativas de cuidado e compreender melhor os sinais apresentados pelas crianças, o que reduziu a necessidade de encaminhamentos imediatos para consulta especializada”, observou.
Conforme a Secretaria de Saúde, o método é uma inovação e amplia a organização do fluxo de atendimento do ambulatório, garantindo maior direcionamento para os casos com necessidade de acompanhamento especializado.
Estrutura do serviço
De acordo com relatório ao final de 2025, o Asmia mantém 102 pacientes em acompanhamento e, em média, atende de 50 a 60 novos pacientes por ano. O ambulatório tem um formato diferenciado de atuação, com atendimentos programados às terças e quintas-feiras, reunindo equipe multiprofissional, incluindo médica psiquiatra infantil, com carga horária de 20 horas.
O serviço atende principalmente crianças e adolescentes com perfil de Transtorno do Especto Autista (TEA) e outras neurodivergências, concentrando o cuidado em casos que exigem acompanhamento contínuo.
O diretor do departamento reforça que o ambulatório não trabalha com a contabilização de número bruto de atendimentos, e sim com pacientes acompanhados, já que cada caso passa diversas vezes por uma equipe composta por cinco profissionais de nível superior, em atendimentos coletivos e individuais, conforme a necessidade de cada criança e família.
Divulgação: Departamento de Comunicação- Prefeitura de Rio do Sul
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