A Prefeitura de Rio do Sul acompanha o avanço da elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos, conduzido pelo Serviço Geológico do Brasil, que entra em uma nova etapa a partir da próxima semana com atividades de campo no município.

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Os trabalhos tiveram início em setembro de 2025, com a primeira etapa voltada ao mapeamento de áreas com potencial risco geológico e hidrológico. Na ocasião, equipes percorreram bairros da cidade para avaliar as características do território, com atenção a indícios de instabilidade do solo e ao histórico de desastres, incluindo inundações. Foram utilizadas tecnologias como imagens de alta resolução e drones para auxiliar na identificação e classificação das áreas.

Na sequência, já em uma segunda etapa, pesquisadores retornaram ao município para aprofundar o diagnóstico, com vistorias técnicas em diferentes regiões, acompanhados pela Defesa Civil Municipal. Foram analisadas áreas nos bairros Barragem, Barra do Trombudo, Eugênio Schneider, Laranjeiras, Bremer e Bela Aliança, com uso de equipamentos para medição de encostas e registro detalhado das condições do terreno. Esse levantamento permitiu classificar as áreas em risco médio, alto e muito alto, formando a base técnica do plano.

Agora, o trabalho entra na fase de engenharia. Técnicos do Serviço Geológico do Brasil, junto com engenheiros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, irão revisitar áreas já mapeadas como de risco alto e muito alto. O objetivo é aprofundar a análise técnica e iniciar a definição das intervenções necessárias para reduzir ou eliminar os riscos identificados.

O mapeamento das áreas vulneráveis já foi concluído anteriormente pela equipe de geólogos. Com isso, passam a ser propostas obras específicas para cada setor crítico. As áreas classificadas como risco médio não receberão intervenções estruturais neste momento, sendo recomendadas ações de monitoramento por parte do município.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas foi contratado exclusivamente para apoiar na elaboração das soluções de engenharia, enquanto a coordenação e responsabilidade técnica do plano permanecem sob responsabilidade do órgão federal. “Após o mapeamento realizado pelos geólogos, iniciamos a fase de engenharia, com a definição das intervenções necessárias nas áreas de risco alto e muito alto. Cada setor terá uma proposta específica, com estimativa de custo detalhada no relatório final”, explica Tiago Antonelli, chefe da Divisão de Geologia Aplicada do SGB.

Ao final dos trabalhos, será produzido um relatório detalhado, que irá indicar as obras necessárias em cada área, com estimativa de custos e definição das ações prioritárias. O documento servirá como base para o planejamento de investimentos e políticas públicas voltadas à prevenção de desastres.

A previsão é que o plano completo seja concluído no segundo semestre de 2026. Após a finalização, o conteúdo será apresentado oficialmente ao município e à comunidade em audiência pública, garantindo transparência e participação social no processo.

Para o prefeito de Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira, o plano representa um avanço importante para a segurança da população. “Estamos acompanhando de perto esse trabalho técnico, que vai nos dar um direcionamento claro sobre onde e como investir para reduzir riscos. É um passo fundamental para proteger vidas e planejar o crescimento da cidade com mais segurança”, afirma.

O Plano Municipal de Redução de Riscos é um instrumento fundamental para orientar o crescimento urbano de forma segura, contribuindo para a proteção da população e a redução dos impactos causados por eventos climáticos extremos.

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