Caros leitores,
Recentemente, tem sido divulgada na mídia uma nova alteração na mistura de etanol à gasolina, que passará de 30% para 32%. Isso pode contribuir para um aumento no consumo de combustível dos veículos, já que o etanol não possui o mesmo poder energético da gasolina, resultando em maiores gastos para o cidadão.
Além disso, é importante considerar o possível aumento da corrosão em componentes do sistema de combustível, o que pode gerar custos adicionais de manutenção.
Agora, convido vocês a refletirem comigo. Um motorista de aplicativo em uma cidade grande percorre milhares de quilômetros por dia e precisa abastecer com frequência. Com o aumento da proporção de etanol, a eficiência do combustível pode diminuir, tornando o caminhão mais gastador. Diante disso, surge uma pergunta: por que os custos quase sempre recaem sobre a população?
Para muitos consumidores, essa redução na qualidade percebida dos combustíveis representa um retrocesso. Por outro lado, há quem defenda a medida, argumentando que ela contribui para a redução das emissões de poluentes e fortalece a produção nacional de biocombustíveis.
Mas será justo comprometer a durabilidade dos motores e aumentar os gastos da população para demonstrar um esforço na redução das emissões de dióxido de carbono? Não seria mais eficaz combater problemas ambientais que causam impactos ainda maiores?
Segundo informações divulgadas pela SCC, Roraima apresentou crescimento no desmatamento. A área devastada passou de 115 km² entre agosto de 2024 e janeiro de 2025 para 157 km² entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, representando um aumento de 36% no período.
Se realmente desejamos reduzir os impactos ambientais, não deveríamos começar pelo combate às queimadas? Acredito que sim. Além de contribuírem para a emissão de gases poluentes, as queimadas provocam a destruição da fauna e da flora nativas.
Enquanto você lê este artigo, o Parque Estadual Guajará-Mirim, em Rondônia, continua sofrendo com incêndios florestais. Situações como essa demonstram a necessidade de ações mais efetivas por parte dos nossos representantes.
Precisamos cobrar políticas públicas mais objetivas e eficientes. As queimadas estão destruindo muito mais do que ecossistemas; estão comprometendo o futuro ambiental do país. Alterar a composição dos combustíveis não pode ser mais importante do que preservar a riqueza natural deste país maravilhoso chamado Brasil.
Douglas Correa
Memória Histórica • Direitos Humanos • Consciência Social


