O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou uma advogada, empresários do setor de coleta e transporte de lixo, familiares, funcionários e agentes públicos ligados à Prefeitura de Rio do Sul por suposta participação em uma organização criminosa investigada na Operação DNA do Crime. A ação é um desdobramento da Operação Mensageiro, que apura esquemas de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro em Santa Catarina.
A denúncia foi apresentada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos. Após o oferecimento da ação penal, a relatora da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou a notificação dos denunciados para que apresentem defesa.
Segundo o Ministério Público, os empresários, que já respondem a outras três ações penais, juntamente com familiares, funcionários e agentes públicos, teriam promovido e integrado uma organização criminosa destinada à prática de fraudes em licitações e à lavagem de capitais.
A investigação também apurou que, no dia da deflagração da Operação DNA do Crime, uma advogada teria repassado informações sigilosas da operação para uma das investigadas. Conforme o MPSC, a profissional teve acesso legal a parte dos dados por atuar junto à Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas teria compartilhado as informações de forma indevida.
Ainda de acordo com a denúncia, após receber os dados, a investigada teria adotado medidas para tentar evitar a ação das autoridades. A advogada foi presa em flagrante no dia da operação e agora foi denunciada pelo crime de impedir ou embaraçar investigação que envolve organização criminosa.
A Operação DNA do Crime foi deflagrada em 2 de junho de 2026 e é considerada uma extensão da sexta fase da Operação Mensageiro. As investigações apontam que o grupo utilizava uma estrutura familiar para movimentar e ocultar recursos obtidos por meio de atividades ilícitas.
O nome da operação faz referência ao fato de que os principais integrantes do grupo investigado pertencem à mesma família. Conforme o Ministério Público, a suposta organização criminosa era formada por irmãs, filhos, cunhados e noras da apontada líder do esquema, responsável por coordenar as atividades de lavagem de dinheiro.
Os denunciados terão a oportunidade de apresentar defesa antes da análise do recebimento da denúncia pela Justiça.

