Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (14), em Joinville, durante uma operação que investiga um grupo suspeito de envolvimento em ataques a instituições financeiras em Santa Catarina.
A investigação, conduzida pelo Ministério Público de Indaial com apoio do 32º Batalhão da Polícia Militar, apurou a participação do grupo no furto a uma agência de cooperativa de crédito em Indaial, ocorrido na madrugada de 8 de fevereiro de 2026.
Como acontece a ação criminosa
Segundo as investigações, os criminosos realizaram reconhecimentos prévios da agência. Em uma das ocasiões, um dos suspeitos teria entrado no estabelecimento usando um macacão com faixas refletivas, simulando ser funcionário de manutenção, e filmando o interior do local.
Na madrugada do crime, um dos integrantes teria arrombado uma sala comercial vizinha, que estava vazia, e permanecido no imóvel por cerca de três horas para observar a movimentação. Depois, outros dois suspeitos chegaram com mochilas, escada e ferramentas.

O grupo teria entrado na agência pelo telhado, removido telhas e perfurado o forro de gesso exatamente sobre a sala do cofre. No local, os criminosos desativaram o sistema de monitoramento e arrombaram o cofre, levando uma quantia em dinheiro. A fuga ocorreu no início da manhã, em direção a Blumenau.
Investigação aponta outros ataques
Conforme o Ministério Público, após o crime em Indaial, o grupo teria tentado repetir o método em Guaramirim, em março, e em Viamão (SP), em abril. Também teriam sido planejadas ações em Bela Vista do Toldo, São Joaquim, Santa Rosa de Lima e Ribeirão Preto (SP).

Durante as investigações, foram realizadas buscas nas residências dos suspeitos. Os policiais apreenderam equipamentos como furadeiras magnéticas, lixadeiras, marretas e brocas, além de celulares e roupas que teriam sido utilizadas durante os reconhecimentos e no dia do crime.
Um preso e dois foragidos
Nesta sexta-feira, policiais militares do 32º BPM, com apoio do 1º Batalhão de Pronta Resposta (BPR), de Joinville, cumpriram um mandado de prisão contra um dos investigados na cidade.
Outros dois suspeitos também tiveram mandados expedidos pela Justiça, mas não foram localizados e são considerados foragidos. As investigações continuam para localizar os procurados e identificar outros possíveis integrantes da organização.



