A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre o roubo ocorrido no dia 24 de novembro de 2025, no bairro Fortaleza, em Blumenau. O caso ganhou repercussão à época porque a vítima, um criador de conteúdo no TikTok, realizava uma transmissão ao vivo no momento da ação criminosa.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Roubos, o crime aconteceu por volta das 12h20, na Rua 25 de Agosto. Três homens invadiram o imóvel, renderam os moradores com o uso de arma de fogo e levaram aparelhos celulares e um veículo Audi A3, que foi recuperado pouco tempo depois.
Ao longo das investigações, a Polícia Civil identificou sete pessoas envolvidas na ação. Além dos autores que entraram na residência, também foram apontados o responsável por planejar o crime e recrutar os executores, quem fez o transporte e auxiliou na fuga, o financiador e ainda uma pessoa que prestou apoio após o roubo.
Ainda conforme a investigação, a maioria dos envolvidos veio do litoral catarinense com o objetivo específico de praticar o crime em Blumenau. Todos possuem antecedentes criminais. Na época dos fatos, dois deles estavam foragidos da Justiça e um utilizava o benefício da saída temporária. Um adolescente também participou da ação.
Nesta semana, após representação da autoridade policial, foram cumpridos mandados contra dois executores, sendo um deles adolescente, e também contra o suspeito de ter planejado e articulado o crime. As prisões ocorreram em Itajaí, enquanto o mandado de internação foi cumprido em Timbó Grande. Um dos envolvidos segue foragido.
Em relação aos demais suspeitos, que tiveram participação indireta, como apoio logístico, transporte e financiamento, a Polícia Civil informou que eles foram indiciados, mas permanecem em liberdade. Segundo a corporação, o pedido de prisão foi negado pela Justiça, que considerou as medidas inadequadas e desproporcionais neste momento.
A investigação também esclareceu que, ao contrário do que chegou a ser divulgado nas redes sociais, o crime não foi simulado pela vítima. Conforme apurado, os criminosos teriam errado o alvo, já que a intenção inicial era roubar o proprietário das quitinetes vizinhas, e não o criador de conteúdo.
O inquérito policial foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público, que deve dar sequência às medidas cabíveis.
