O réu Mario Pfleger, de 58 anos, começou a ser ouvido por volta das 19h desta terça-feira (12), em julgamento em Florianópolis, que começou por volta das 10h.
Antes dele, prestaram depoimento: um policial do Gaeco (por quase cinco horas), a ex-companheira do réu e mais um informante.
Após a fala do réu, Ministério Público e defesa vão se manifestar. Haverá debates e, só depois, sairá a sentença, prevista para a madrugada de quarta-feira (13).
Durante o júri, à tarde, um dos jurados, que é cardíaco, se sentiu mal e a sessão teve que ser interrompida por dez minutos. Depois, foi retomada.
Esse é o primeiro julgamento do caso Ana Beatriz.

Relembre o caso:
Em 2016, Ana Beatriz Schelter, na época com 12 anos de idade, foi assassinada. O crime ocorreu em Rio do Sul.
A menina morava com os pais no bairro Canta Galo, quando saiu para ir ao colégio Henrique Fontes, no dia 02 de março daquele ano, mas não chegou à escola.
O corpo dela foi encontrado no dia seguinte em um baú de caminhão, no bairro Barra da Itoupava.
Mario Fleger e outro réu, João Córdova Lottin, foram denunciados por estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual. Um terceiro réu responde por fraude processual, suspeito de ter facilitado a ocultação do corpo.
Somente Mario está sendo julgado neste primeiro momento porque o caso foi desmembrado.
O julgamento dos outros dois acusados está marcado para o dia 25 de junho, também em Florianópolis.
O caso está sendo julgado na capital porque a defesa dos réus entrou com um pedido de desaforamento, alegando que houve comoção popular e sensasionalismo da mídia, o que poderia interferir na decisão dos jurados.
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