A área atingida por um deslizamento de terra na Serra do Tucano, em Rio do Sul, segue apresentando risco elevado de novos movimentos de massa. A constatação é de um laudo técnico elaborado pela empresa WSGeo Geologia e Geotecnia, contratada pela Prefeitura para avaliar as condições da encosta e indicar as medidas necessárias para a recuperação do trecho.
Conforme o estudo, o local foi classificado como área de risco muito alto devido à instabilidade do terreno, o que pode provocar novos deslizamentos. Diante desse cenário, os técnicos recomendam que a rodovia permaneça interditada até a execução das obras de estabilização.
Segundo a geóloga da Defesa Civil de Rio do Sul, Pâmela Cristina Azarias, o problema teve início durante os trabalhos de recuperação da estrada, quando escavações acabaram atingindo um aquífero fraturado, formação subterrânea que armazena água entre fissuras nas rochas. A infiltração dessa água no solo contribuiu para agravar uma condição de instabilidade já existente na encosta. “O terreno já apresentava histórico de movimentação, com fissuras e abatimentos. A presença da água reduziu a resistência do solo e acelerou o processo de deslizamento”, explicou a geóloga.
O relatório também destaca que a água é um dos principais fatores responsáveis pela instabilidade da área. Por isso, além da recuperação do talude, será necessária a implantação de sistemas de drenagem para controlar o fluxo hídrico e reduzir os riscos futuros.
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Como solução, os especialistas indicam a realização de um retaludamento da encosta, técnica que consiste na remodelação do terreno por meio da redução da inclinação do morro e da criação de patamares, aumentando a estabilidade da área. De acordo com o estudo, a intervenção, associada à drenagem adequada, permitirá que o local alcance níveis de segurança considerados satisfatórios pelas normas técnicas.
O diretor da Defesa Civil de Rio do Sul, Teodoro Luís da Silva, reforçou que a prioridade é garantir a segurança de motoristas e moradores da região. “Os estudos confirmaram que o local ainda não apresenta condições seguras para a liberação do trânsito. Por isso, a recomendação é manter a interdição até que as obras sejam executadas”, afirmou.
Com a conclusão do laudo, a próxima etapa será a elaboração do projeto executivo que definirá os detalhes da obra. O trabalho será desenvolvido pela equipe de engenharia da Prefeitura em conjunto com a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), responsável pelo detalhamento das soluções técnicas, dos sistemas de drenagem e do cronograma de recuperação.
Segundo o secretário de Infraestrutura, Fernando César Souza, o Nandu, as equipes já atuam na definição das próximas etapas. “Vamos avançar na elaboração do projeto e buscar a melhor solução para recuperar a área de forma definitiva, garantindo segurança para quem utiliza a rodovia”, destacou.
Enquanto as obras não forem realizadas, o laudo aponta que permanece a possibilidade de novos deslizamentos, especialmente durante períodos de chuva. A área seguirá sendo monitorada pelos órgãos competentes até que a situação seja solucionada.


