O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou três pessoas suspeitas de envolvimento no roubo e na morte da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis. A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (22) pela 35ª Promotoria de Justiça da Capital.

Os investigados – uma empresária, um homem e outra mulher – foram denunciados pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e corrupção de menor. A denúncia ainda será analisada pela Justiça. Caso seja aceita, os três passarão à condição de réus em ação penal.

Segundo o Ministério Público, os suspeitos teriam agido em conjunto e com divisão de tarefas. Conforme a investigação, uma das mulheres teria preparado e administrado substâncias sedativas à vítima para impedir qualquer reação. Já a empresária, que possuía acesso ao imóvel, é apontada como responsável pelas agressões que provocaram a morte de Luciani.

O homem denunciado e a outra mulher teriam dado apoio material e ajudado na vigilância durante a ação criminosa.

Corpo esquartejado e descartado em rio

De acordo com a denúncia, após a morte da corretora, os suspeitos roubaram diversos bens da vítima, incluindo eletrônicos, veículo, cartões bancários e dados pessoais. Os materiais teriam sido usados para compras e obtenção de vantagens financeiras.

Ainda conforme o MPSC, o homem investigado teria esquartejado o corpo da vítima com apoio das duas mulheres. Os três também são acusados de transportar e descartar os restos mortais em diferentes locais, além de envolver um adolescente no crime.

As investigações da Polícia Civil apontam que as partes do corpo de Luciani foram levadas até uma ponte na área rural de Major Gercino e jogadas em um rio, divididas em cinco pacotes.

Relembre o caso

Luciani estava desaparecida desde o início de março. Segundo a investigação, ela teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu no apartamento da vítima até a madrugada do dia 7, quando foi retirado.

A corretora morava sozinha em um residencial em Florianópolis e foi vista pela última vez na Praia do Santinho, no dia 5 de março. A família registrou boletim de ocorrência no dia 9, após perder contato com ela.

O irmão da vítima chegou a ir até o apartamento, onde encontrou os animais de estimação sozinhos, além de louças sujas e alimentos estragados.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou compras feitas em nome da vítima em plataformas online. Um adolescente foi localizado retirando mercadorias adquiridas com os dados de Luciani na região Norte da Ilha.

Segundo a polícia, o irmão do adolescente, de 27 anos, era foragido do estado de São Paulo por um caso de latrocínio ocorrido em 2022. Ele e a companheira moravam em um apartamento vizinho ao da vítima.

A investigação também apontou o possível envolvimento da administradora do residencial, de 47 anos e parente dos proprietários do imóvel. Conforme a polícia, ela teria ligação com o casal investigado e estaria se beneficiando das compras feitas em nome da corretora.

Pertences da vítima, como notebook, televisão e produtos comprados online, foram encontrados escondidos em um apartamento desocupado sob responsabilidade da mulher investigada.