Caro leitor,
Ultimamente, passamos por dias complicados em relação às chuvas, não exatamente pela água, mas pelo que ela provoca.
Recentemente, no Vale Norte, uma cidade que havia revitalizado uma parte do centro mostrou, dias depois, que o trabalho realizado ali foi deficiente, quando o alagamento da via evidenciou os problemas. Esse trabalho custou aproximadamente R$ 7.979.626,09, valor que, inclusive, também será destinado à reforma parcial de outras duas localidades. Dinheiro esse que sai do nosso bolso.
Você deve estar se perguntando, leitor: e agora, o que vai acontecer? Bom, a resposta é: provavelmente, nada!
Infelizmente, a maioria dos brasileiros tem memória curta. Temos nossos representantes no município que, segundo o artigo 31 da Constituição Federal, devem exercer a fiscalização do município por meio do Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, além dos mecanismos de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
Mas o que fazer quando essa fiscalização não é realizada ou é feita de forma ineficaz?
Uma solução que defendo seria a capacitação, por meio de um curso introdutório nas áreas de maior relevância. Mas, aí, também entraríamos em uma nova seara. O importante, neste momento, é cobrarmos que as obras sejam realizadas de forma eficaz em nossas cidades.
Afinal, nossos políticos precisam garantir nossos direitos fundamentais, como o direito à saúde e o direito de ir e vir. Todos sabemos que, quando as águas sobem, o povo fica ilhado e, muitas vezes, à mercê da própria sorte.
Precisamos de menos moções de aplausos e mais fiscalização.
De nada adianta ficar falando bonito nas mídias sociais, mostrando, na teoria, projetos que até levam a comunidade às lágrimas de emoção, se, quando são executados, são ineficazes. Nossos representantes precisam fiscalizar e zelar pelos investimentos públicos.
Ficar postando teorias na internet não torna uma cidade mais progressista. O episódio mostrou, mais uma vez, que não estamos preparados para esse tal de El Niño. Isso é muito grave, pois quem sofre é o povo, que, novamente, vê nas mídias uma teoria totalmente diferente da prática.
Quando será que nosso dinheiro será tratado com o devido respeito? Quando poderemos confiar que um trabalho será realmente bem feito?
Convido vocês, leitores, a fazerem essa mesma pergunta quando seus candidatos forem bater às suas portas. Aproveitem: as eleições estão chegando. Você pode mudar essa situação.
Escolha com consciência. Escolha quem realmente merece a sua confiança.
Douglas Correa
* Memória histórica • Direitos humanos • Consciência social • Escritor
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