Após mais de uma década de espera, o Tribunal do Júri da Comarca da Capital condenou, na madrugada desta quarta-feira (13), Mario Pfleger a 58 anos de prisão pela morte da adolescente Ana Beatriz Schelter, de 12 anos. O julgamento ocorreu em Florianópolis e durou cerca de 16 horas.
O crime aconteceu em março de 2016, em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Ana Beatriz saiu de casa para ir ao Colégio Estadual Henrique da Silva Fontes, onde estudava no sétimo ano, mas nunca chegou à escola. No dia seguinte, o corpo da menina foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470.
Inicialmente, a cena indicava um possível suicídio por enforcamento, mas a perícia descartou essa hipótese. Conforme apontaram as investigações, a adolescente foi vítima de violência sexual e morreu por asfixia mediante esganadura.
O Ministério Público de Santa Catarina denunciou três réus pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado por feminicídio e fraude processual. O caso foi investigado no âmbito da Operação Fênix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Blumenau, com coordenação da 3ª Promotoria de Justiça de Rio do Sul.
O julgamento foi transferido de Rio do Sul para Florianópolis após pedido da defesa dos acusados, aceito pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina em fevereiro de 2026. Segundo a decisão, a ampla repercussão do caso poderia influenciar o ambiente do júri na comarca de origem.
O processo foi desmembrado e, nesta primeira sessão, apenas um dos acusados foi julgado. Os outros dois réus devem ir a júri no dia 25 de junho, também em Florianópolis.