O pernambucano Francisco da Silva Costa, de 40 anos, procurado pela família há uma semana, foi encontrado no município catarinense de São Cristóvão do Sul. Informações obtidas pelo jornalismo da RBA TV na noite de quinta-feira (09) indicaram que ele estaria naquele município. Equipes da assistência social de lá confirmaram que o homem foi acolhido, recebeu alimentação, roupas, e ficou num abrigo provisório. Depois, teria saído do local e o paradeiro continuava desconhecido.

Quando a Polícia Militar de São Cristóvão do Sul soube que ele era procurado pela família e constava na lista “SOS Desaparecidos”, da PMSC, foi montada uma força-tarefa nesta sexta-feira (10), que conseguiu localizar Francisco e colocá-lo em contato com os familiares, que aguardavam angustiados por notícias dele.

Entenda o caso:

Pai de oito filhos, Francisco veio a Santa Catarina atraído por uma proposta de trabalho, mas perdeu o contato com os familiares após uma discussão com alguns passageiros no ônibus. Ele teria sido agredido e disse que pulou do veículo em movimento.

No sábado (04), Francisco chegou a ser abordado pelas forças de segurança no município de Rio do Sul, e, devido a alguns ferimentos, foi levado ao Hospital Regional Alto Vale, onde permaneceu por algumas horas. Após receber alta, não foi mais visto e a falta de notícias deixava a família aflita.

Uma sobrinha que mora em Corupá, no Norte catarinense, viajou a Rio do Sul atrás de notícias dele, mas não teve sucesso nas buscas. Um tio, do estado de Goiás, registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil daquele estado, na esperança de agilizar a investigação.

Em conversa com policiais militares em São Cristóvão, Francisco relatou que saiu de Petrolina (PE) há cerca de 15 dias. Veio com outros conterrâneos, em um ônibus clandestino, com a oferta de vida nova, com emprego, moradia e dinheiro. Quando chegaram na região do litoral de SC, segundo ele, acabou o combustível do ônibus e começaram alguns problemas. Ele alegou ter sido ameaçado de morte, mas conseguiu escapar dos homens e passou dias fugindo, com medo. Percorreu matas, nadou em rio, passou frio, fome e outras necessidades.

Em São Cristóvão do Sul, conseguiu apoio para se alimentar, pernoitar, e também ganhou roupas para enfrentar o frio, junto ao pessoal da igreja católica.

Alívio para a família

Com a confirmação do paradeiro de Francisco a cem quilômetros de Rio do Sul, os familiares que acompanhavam tudo à distância, lá de Pernambuco, dizem estar aliviados.

“Nós somos em cinco irmãos, todos moram perto. Nosso pai mora em outra cidade. Perdemos a nossa mãe há quatro anos, mas sempre nos mantemos unidos e nos preocupamos uns com os outros”, comentou uma irmã.

Os oito filhos de Francisco também ficaram felizes ao saberem onde ele está. Agora, a família cuida dos trâmites para que ele possa retornar à terra natal.

“Tudo é no tempo de Deus e não no nosso. Uma notícia maravilhosa pra nós, que estávamos em uma agonia grande sem saber onde ele estava e o que tinha acontecido”, concluiu a irmã. “Agradecemos a todos que nos ajudaram a encontrá-lo, de coração, que Deus os abençoe muito”, pontua.

Mobilização nas redes foi fundamental

Assim que perderam o contato com Francisco, familiares apelaram à imprensa do Alto Vale e ficavam atentos a cada nova pista indicada por algum comentário nas redes sociais. Diversas páginas e jornalistas/comunicadores compartilharam o caso e ajudaram a informação a ir mais longe.

Também foi fundamental o envolvimento de equipes da assistência social de São Cristóvão do Sul, Ponte Alta, e de policiais militares e civis dos dois municípios.

Reportagem: Ananda Back e Greice Sauer

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