Mais de 400 gatos vivem em um apartamento de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. A história ganhou repercussão há algumas semanas e voltou a chamar atenção nesta semana, após uma ONG divulgar novas imagens do local e atualizar o estado de saúde dos animais.
Segundo a entidade, apenas alguns gatos puderam ser resgatados até o momento devido à falta de recursos financeiros para ampliar os atendimentos.
De acordo com a ONG Con Animal, diversos animais apresentam diarreia intensa e outros problemas graves de saúde. Em uma das imagens divulgadas, um filhote aparece com prolapso retal causado pela gravidade do quadro. O animal precisou passar por cirurgia e segue internado.

Ainda conforme a organização, vários gatos também apresentam lesões na boca, dificuldade para se alimentar e necessidade de exames e tratamento veterinário especializado.
ONG busca apoio para manter atendimentos
A entidade afirma que mantém conversas com a Prefeitura de Concórdia e outros órgãos responsáveis para definir quem irá custear os tratamentos e onde os animais serão acolhidos até a adoção responsável.
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Enquanto isso, a ONG pede ajuda financeira para conseguir atender os casos considerados mais urgentes. Interessados em ajudar ou adotar animais podem entrar em contato pelas redes sociais da organização. (clique aqui)
Caso mobilizou Ministério Público
O caso dos gatos ganhou repercussão após denúncias sobre as condições em que os animais viviam no apartamento.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a tutora responsável pelos felinos após uma inspeção sanitária identificar situação insalubre no imóvel e acúmulo excessivo de animais.

O acordo prevê a retirada gradual dos gatos, atendimento veterinário, castração, microchipagem e encaminhamento para adoção responsável, com apoio da Diretoria de Proteção e Bem-estar Animal, clínicas veterinárias, entidades protetoras e do Instituto Federal Catarinense (IFC).
Segundo o MPSC, a medida busca garantir uma solução rápida e adequada para o caso sem necessidade de ação judicial imediata.


